quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Desejos de uma Alma Condenada


Fico presa no silêncio
de uma noite fria,
Admirando a lua passear pelo céu.
Pensando nos meus desejos
todos iguais.
Tenho medo.
As lágrimas caem do meu rosto,
e meu leito
encharca-se do meu pranto.
Meus olhos tristes
Não podem mais ver os seus.
Não se passaram nem
Um dia em que eu
Não me lembrasse
Da sua doce voz me
Chamando...
Sua voz me acalma,
Faz-me sentir viva.
Deixe-me ver seu espírito
Deixe-me tocar sua alma
Com um toque singelo e frio como a morte.
Não precisa Compadecer-se.
Sou apenas uma alma
Condenada a vagar
Sozinha por toda a
Eternidade.
A sua presença já é o bastante.
E pelo simples fato
De ouvir sua respiração já é um consolo.
Seu amor me ajuda a caminhar, me ensina parar,
Não errar.
O calor dos meus sentimentos
Ainda me mantém acordada.
Vou me alimentado dos desejos da minha alma.

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